Vazão contínua assegura abastecimento de rios e balneários, mas gera denúncias de ribeirinhos pelo declínio do volume
As águas da transposição do Rio São Francisco seguem o percurso pelo açude Engenheiro Avidos, o Boqueirão de Piranhas, em Cajazeiras, com destino aos reservatórios de Oiticica e Armando Ribeiro, no Rio Grande do Norte. O fluxo hídrico ingressa na Paraíba pelo açude de Morros e segue por Boa Vista, em São José de Piranhas, após a passagem pelos túneis Cuncas I e II. Do açude Caiçara, em Cajazeiras, os recursos são distribuídos para Engenheiro Avidos e para o Ramal do Apodi, seguindo pelo Rio Piranhas e passando pelo perímetro irrigado de São Gonçalo.
De acordo com reportagem do jornal Gazeta do Alto Piranhas, a passagem contínua das águas mantém a vazão nos rios Piranhas, Patamuté e Tamanduá, garantindo o suprimento das propriedades ribeirinhas, a irrigação de pequenas lavouras e a movimentação econômica dos balneários locais nos finais de semana.
Por outro lado, moradores e produtores rurais de São José de Piranhas denunciam a liberação excessiva de água em relação ao volume de entrada. Em julho deste ano, o açude Engenheiro Avidos acumulava 171 milhões de metros cúbicos (58% da capacidade). Atualmente, o nível caiu para 128,9 milhões de m³ (43,9%), registrando uma redução de 42 milhões de m³ no manancial, cuja capacidade total é de 293,6 milhões de m³.
