Alerta geral para todos que moram de aluguel no Brasil
O cenário imobiliário brasileiro apresenta duas faces distintas neste início de 2026: enquanto o pagamento dos aluguéis está mais em dia, o índice que corrige os contratos voltou a subir com força.
1. Inadimplência em queda: o menor nível em quase um ano
Pelo segundo mês consecutivo, o atraso no pagamento de aluguéis apresentou recuo. Segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica, a taxa caiu para 3,21% em março, atingindo o patamar mais baixo dos últimos 11 meses.
Destaques por faixa de preço:
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Imóveis populares: Aqueles com aluguel de até R$ 1.000 continuam registrando os maiores índices de atraso.
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Imóveis de alto padrão: Contratos entre R$ 3.000 e R$ 5.000 são os mais “saudáveis”, com inadimplência de apenas 1,89%.
No setor comercial, o alerta é maior: salas de até R$ 1.000 chegam a registrar 7,41% de inadimplência.
2. Panorama Regional
O comportamento dos pagamentos varia drasticamente entre as regiões do país. O Nordeste lidera o ranking de atrasos, enquanto o Sul demonstra maior estabilidade financeira.
| Região | Taxa de Inadimplência |
| Nordeste | 4,77% (Maior do país) |
| Norte | 4,29% |
| Centro-Oeste | 3,17% |
| Sudeste | 3,14% |
| Sul | 2,77% (Menor do país) |
3. O “Vilão” do Aluguel: IGP-M volta a acelerar
Se a inadimplência caiu, o custo para manter o contrato pode subir. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), principal balizador dos reajustes de aluguel, registrou alta de 2,73% em abril.
Este é o maior salto mensal desde maio de 2021. O movimento confirma uma tendência de aceleração:
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Fevereiro: Queda de 0,73%.
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Março: Alta de 0,53%.
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Abril: Alta expressiva de 2,73%.
Com esse resultado, o acumulado dos últimos 12 meses ficou positivo em 0,61%, marcando a primeira variação anual positiva desde outubro do ano passado. Isso significa que inquilinos com aniversário de contrato agora podem enfrentar aumentos reais, após meses de índices negativos ou estáveis.
