Gissânia Pereira lança livro sobre interseccionalidade e memória de mulheres negras em Cajazeiras
Obra “Mulheres Pretas”, viabilizada pelo Instituto IMJOB, foi apresentada no Encontro Pedagógico do UNIFSM com proposta de manifesto social e combate ao racismo
Aprofessora, terapeuta e escritora Gissânia Pereira Almeida lançou o livro “Mulheres Pretas: Gerações que se cruzam na história e no tempo” durante o Encontro Pedagógico do Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM), em Cajazeiras. A iniciativa, apoiada pelo Instituto Maria José Batista Lacerda (IMJOB), reúne memórias da autora e de suas ancestrais para propor um debate sobre raça, gênero e classe no Sertão paraibano.
A obra aborda a resistência contra o racismo estrutural e o sexismo a partir das vivências do cotidiano familiar. “Estou justamente escrevivendo a história dessas mulheres que por muitos séculos foram contadas por homens brancos, trazendo uma concepção mais eurocêntrica. Mais do que uma realização pessoal, é uma realização de cunho social porque escrevo para todas as mulheres negras”, afirmou a escritora em entrevista à TV Diário do Sertão.
No evento, a pró-reitora de Graduação do UNIFSM, Eclivaneide Caldas, e a professora Lindalva Alves, do IMJOB, ressaltaram o valor do apoio institucional a saberes produzidos fora dos eixos acadêmicos tradicionais. Como contrapartida social, a autora planeja realizar atividades de conscientização e combate à violência de gênero em escolas da rede pública, focando na formação de novas gerações.
