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Lesões no joelho abalaram seleções antes da Copa feminina – 15/07/2023 – Esporte


Em maio, quando a austríaca Laura Wienroither, 24, teve rompimento de ligamento cruzado anterior, conhecido por seu acrônimo LCA, a holandesa Vivianne Miedema, 26, publicou nas redes sociais: “Pelo menos, vamos estar juntas na academia. O grupo de LCA está cheio agora. Por favor, ninguém mais”.

Wienroither foi a quarta jogadora do Arsenal a ter esse tipo de contusão de joelho nesta temporada, juntando-se ao grupo que, além de Miedema, já contava com as inglesas Beth Mead, 28, e Leah Williamson, 26.

Por causa do tempo de recuperação, Miedema, Mead e Williamson perderam a chance de disputar a Copa do Mundo feminina, que será realizada na Austrália e na Nova Zelândia a partir da próxima quinta-feira (20).

O sonho de Wienroither de disputar o Mundial já havia ficado pelo caminho um pouco antes, quando a Áustria acabou eliminada nas Eliminatórias. Sua lesão, porém, reforçou que os problemas de LCA estão entre os vilões recorrentes do futebol feminino.

No ano passado, estima-se que cerca de 60 jogadoras nas principais ligas profissionais femininas do mundo foram afastadas por causa de lesões no ligamento cruzado anterior. Entre elas estava a espanhola Alexia Putellas, 29, que machucou o LCA pouco antes da Eurocopa, em julho do ano passado.

Eleita a melhor jogadora do mundo em 2021 e 2022, Putellas fez uma parceria com o FIFPRO, o sindicato internacional de jogadores, para chamar a atenção para o surto de lesões no LCA e exigir uma análise mais detalhada dos possíveis fatores de risco, como carga de trabalho, cuidados médicos, condições de campo e até mesmo equidade.

Outras quatro finalistas do prêmio Bola de Ouro —Miedema, Mead, a francesa Marie-Antoinette Katoto e a norte-americana nascida no Brasil Catarina Macario— foram abatidas pelo problema no ligamento.

Ainda que a lista de jogadoras seja extensa, há pouca pesquisa científica sobre por que as mulheres parecem mais propensas a sofrer essa lesão do que os homens.

O ortopedista André Pedrinelli, que assumiu a chefia do departamento médico das seleções femininas da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) após a última Copa América, explica que a contusão ocorre quando se tem uma torção no joelho.

“O ligamento existe para restringir a mobilidade da articulação. Então, quando ultrapassa essa capacidade de articulação, você lesa o ligamento. Toda vez que você lesa, você perde o controle motor de alguns movimentos e pode levar a uma instabilidade de articulação”, diz à Folha.

Também conviveu com o problema a maior estrela da seleção brasileira. Convocada para aquela que deverá ser sua última Copa, Marta, 37, vem de uma lesão séria no joelho esquerdo, sofrida em maio do ano passado. “Ela está 100% recuperada”, assegura Pedrinelli.

Apesar da avaliação médica, a craque acabou perdendo espaço no grupo brasileiro, embora sua liderança continue inabalável. Quando anunciou as 23 convocadas, a técnica Pia Sundhage destacou esse papel, mas não assegurou a presença da camisa 10 como titular na busca pelo inédito título para o Brasil.

Estrelas como a norte-americana Sam Mewis, a alemã Lind Dallmann, a francesa Delphine Cascarino e a canadense Janine Beckie não terão a mesma chance de jogar no principal palco do futebol mundial.

Especialistas estimam que as mulheres têm de duas a nove vezes mais risco de romper o ligamento cruzado anterior. Há diversos fatores que contribuem para isso, como a anatomia feminina, as diferenças hormonais, a disparidade de gênero e a carga de trabalho.

As mulheres, por exemplo, têm quadris mais largos, o que aumenta o ângulo da perna no joelho, além de músculos subdesenvolvidos (na comparação com os dos homens) —a musculatura tem papel importante para impedir o joelho de girar na aterrissagem.

Durante o ciclo menstrual, o estrogênio elevado também pode afetar a estabilidade das articulações. Um estudo publicado pela revista médica British Journal of Sports Medicine, parceira do COI (Comitê Olímpico Internacional), sugeriu que fatores externos, como acesso a treinamento, ciência do esporte, instalações e reabilitação, contribuem para a diferença na frequência de lesões de LCA entre homens e mulheres.

“Por isso não dá para creditar só ao ciclo menstrual. Seria uma forma simplista. Há, por exemplo, fatores de conformação corporal. Há mulheres que têm a bacia mais larga ou com joelho valgo [voltado para dentro]. Essas alterações mecânicas levam a uma exposição maior do joelho”, diz o médico da seleção brasileira.

Até mesmo o crescimento do futebol feminino pelo mundo, com a quantidade de jogos e nível das partidas cada vez mais elevados, são fatores de risco, uma vez que ainda não existe a mesma quantidade de trabalho nas categorias de base.

Katrine Okholm Kryger, pesquisadora médica da Fifa (Federação Internacional de Futebol), aponta que os pés das mulheres diferem dos homens em forma e volume, e, por causa disso, há risco de lesões por chuteiras mal ajustadas que podem apertar os pés.

Algumas das principais fabricantes de material esportivo estão desenvolvendo chuteiras específicas para mulheres para a Copa do Mundo, mas Kryger alerta que a falta de modelos disponíveis no mercado geral é uma preocupação.

“Temos que ter muito cuidado quando falamos sobre tudo isso no futebol feminino porque há uma tendência nas pesquisas e na mídia de ser como ‘oh, as mulheres são tão instáveis, frágeis, por causa de sua anatomia, suas flutuações hormonais’, mas nós não provamos ainda que essas sejam as causa dessas lesões”, afirma a médica.

Ainda não existe um protocolo específico para prevenir a lesão no LCA. Além do fortalecimento muscular, o que se recomenda são exercícios preventivos para gerar um padrão de execução dos movimentos.



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