José Amaro Neto conquistou o 1º lugar na Paraíba e o 7º no ranking nacional para integrar programa de formação no CERN
Oprofessor José Amaro Neto, de 40 anos, docente da Escola Cidadã Integral Técnica (ECIT) Nicéa Claudino, em Cajazeiras, foi selecionado para representar o Brasil no Programa Brasileiro de Professores no CERN, em Genebra, na Suíça. O educador conquistou a nota máxima no processo seletivo, garantindo o primeiro lugar no estado e a sétima posição nacional. A iniciativa, fruto de cooperação entre Capes, CNPq e a Sociedade Brasileira de Física (SBF), visa fortalecer a formação científica de professores da rede pública em contato com a física contemporânea.
Com doutorado em Física da Matéria Condensada e mais de 20 anos de dedicação à área, José Amaro terá a oportunidade de conhecer o Grande Colisor de Hádrons (LHC) entre os dias 20 e 25 de abril. Em entrevista à TV Diário do Sertão, o docente expressou o impacto da conquista. “É motivo de muita honra levar o nome da Paraíba, especialmente Cajazeiras, para a Suíça. É honrar o meu lugar, as minhas raízes, a minha família. A ficha ainda está caindo”, afirmou o professor, que é filho do radialista Bosco Amaro.
A capacitação internacional busca transformar os selecionados em multiplicadores de conhecimento para fomentar o interesse dos estudantes brasileiros por ciência e tecnologia. O professor, que pertence a uma tradicional família de educadores e radialistas sertanejos, projeta utilizar a experiência para ampliar a divulgação científica no Sertão. “Estou com expectativas altas em relação a tirar o máximo proveito dessa experiência e trabalhar da melhor forma possível pela divulgação científica aqui no Sertão”, revelou.
O intercâmbio será totalmente custeado pela Capes, cobrindo desde passagens aéreas até taxas acadêmicas. Para José Amaro, que já lecionou na UFPB e no Colégio Diocesano, a viagem representa o ápice de uma trajetória acadêmica sólida e o início de novas perspectivas internacionais. A meta da autarquia federal é que o conhecimento produzido no CERN impacte diretamente a educação básica, beneficiando o desenvolvimento científico do país a partir das salas de aula paraibanas.
Fonte: Coisas de Cajazeiras







