Cidades

Projeto ‘E se o verso virasse processo?’ une Judiciário e Cultura Popular com estrofes de poetas nordestinos

Redação
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O Tribunal de Justiça da Paraíba vai lançar, na próxima segunda-feira (3), o Projeto ‘E se o verso virasse processo?’. A iniciativa inovadora promove o encontro entre o Poder Judiciário estadual e a Cultura Popular nordestina. Inspirado na tradição do cordel, do repente e da poesia popular, o projeto utiliza a linguagem dos versos para aproximar a Justiça da população, estimulando o diálogo, a reflexão e a compreensão sobre direitos, cidadania e resolução de conflitos.

O projeto também homenageia o ‘Dia do Poeta da Literatura de Cordel’,  celebrado neste sábado, 1º de agosto. Esta data reforça a importância dos artistas que mantêm viva a tradição dos folhetos rimados, uma arte reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

‘E se o verso virasse processo?’ é uma produção da Gerência de Comunicação (Gecom) do TJPB, que tem como roteirista e apresentador o jornalista Fernando Patriota; a direção de Valdez Pacífico e a edição de Jurandir Sousa Júnior.

“A iniciativa reafirma o papel social e cultural do Judiciário paraibano, demonstrando que a Justiça pode ser comunicada de forma sensível, criativa e próxima do povo. Ao transformar o verso em instrumento de reflexão sobre direitos e deveres, o projeto contribui para democratizar o conhecimento jurídico e valorizar uma das mais importantes expressões da cultura nordestina”, comentou Fernando Patriota

A proposta parte de uma ideia simples e poderosa: transformar situações do cotidiano e temas ligados à Justiça em narrativas poéticas, valorizando a riqueza da cultura popular como instrumento de educação, inclusão e acesso à informação. Ao unir o universo jurídico à criatividade dos poetas populares, o projeto reforça o compromisso do TJPB com uma Justiça mais humanizada, acessível e conectada com a identidade cultural da nossa cultura.

‘E se o verso virasse processo?’ também representa um reconhecimento da importância da literatura de cordel e da poesia oral como patrimônios culturais capazes de comunicar, emocionar e ensinar. Por meio de apresentações, produções artísticas e ações educativas, a iniciativa busca levar conteúdos relacionados ao funcionamento da Justiça para espaços comunitários, escolas, eventos culturais e instituições parceiras.

O projeto evidencia que a linguagem jurídica não precisa estar distante da realidade das pessoas. Quando dialoga com a Cultura Popular, ela ganha novos significados, amplia seu alcance e fortalece a cidadania. Os versos, tradicionalmente usados para contar histórias, denunciar injustiças e celebrar a vida, tornam-se também uma ponte entre o cidadão e o sistema de Justiça.

Gecom/TJPB