Quartas da Copa do Brasil prometem muita emoção – 03/06/2023 – Juca Kfouri

Quartas da Copa do Brasil prometem muita emoção – 03/06/2023 – Juca Kfouri


América, Athletico Paranaense, Bahia, Corinthians, Flamengo, Grêmio, Palmeiras e São Paulo disputarão as quartas de final da Copa do Brasil, o país que valoriza sua taça como nenhum outro do Primeiro Mundo do futebol —e, apesar de tudo, fazemos parte da elite no Planeta Bola.

O Sudeste com cinco clubes, três paulistas, o Sul com dois e o Nordeste com outro.

Promessa, no mínimo, de emoções sem fim, basta dizer que cinco dos oito classificados chegaram às vagas graças às disputas da marca do pênalti.

De fato, a quarta-feira (31) foi de matar, que o digam americanos, atleticanos, baianos e corintianos.

Tudo foi tão difícil que, então, só dois times classificados ganharam seus jogos nos 90 minutos, casos do Corinthians e do Grêmio.

América, Athletico e Palmeiras perderam, e o Bahia empatou.

Houvesse justiça no futebol, Botafogo (contra o Athletico), Cruzeiro (contra o Grêmio) e Inter (contra o América) teriam sobrevivido, mas o Glorioso e o Colorado foram incompetentes na hora do pênalti, e o Grêmio agradeceu à lambança da defesa do Cruzeiro que lhe deu o 1 a 0 de presente, além de a seu goleiro Gabriel Grando, em noite santa.

Como santa era a noite do goleiro João Paulo, do Santos, e o gol no derradeiro minuto do veterano Bruno Mezenga levou a decisão aos penais. Daí quem brilhou foi o arqueiro Marcos Felipe, porque, afinal, de Todos-os-Santos é o Bahia ao assegurar a justa classificação.

Mezenga, coitado, viveu a frequente crueldade de ser herói e vilão ao empatar e ao perder a última cobrança.

O América chegou estar perdendo de 3 a 0 e a vaga, quase tomou o quarto gol, diminuiu e teve a sorte do tento anulado por bizarros dois toques no azarado escorregão de Carlos de Pena já nos pênaltis.

O Athletico sabe bem do que se livrou ao ser mais competente nos penais porque o 1 a 0 imposto pelo Botafogo não expressou o tamanho da vantagem carioca.

O Palmeiras viajou ao Ceará classificado, jogou com o regulamento embaixo do sovaco, perdeu 15 jogos de invencibilidade, jogou mal, o Fortaleza saiu de campo aplaudido, mas os alviverdes seguem, sem Abel Ferreira no primeiro jogo das quartas, suspenso pelo oitavo cartão vermelho que recebeu desde que chegou ao Brasil, com 42 amarelos. Um espanto!

Sensacional mesmo foi o Corinthians, e não apenas porque Cássio pegou pênalti de Hulk, ou porque Matheus Bidu jogou demais, ou pelo golaço épico de Róger Guedes. Mas pela atuação impecável de Renato Augusto, um maestro na acepção do termo.

O argentino Eduardo Coudet provavelmente ignorava qual é o clima em Itaquera em situações como aquela e exagerou ao poupar jogadores demais como se a galinha estivesse morta.

Restavam os jogos da noite seguinte, e o do São Paulo não fugiu à regra, ao terminar também na marca da cal, quinta decisão em oito partidas.

Com requintes de crueldade porque o bravo time do Sport chegou ao 3 a 1 nos acréscimos, mas teve a infelicidade de encontrar o goleiro Rafael disposto a se firmar como o sucessor de Rogério Ceni.

Finalmente, o Flamengo se juntou ao Corinthians e ao Grêmio ao se classificar com vitória, mas sem pênalti, resultado que só o rubro-negro e o tricolor gaúcho obtiveram.

Desta vez, o Fluminense não fez frente ao rival e perdeu de 2 a 0, embora devesse ter perdido por mais.

Nos dias 5 e 12 de julho, teremos as quartas. Haja!



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